segunda-feira, 23 de abril de 2012

A importância da ajuda de alguém nos momentos difíceis

Oi pessoal! Hoje vou contar mais um pouco do que já aconteceu com o meu filho quando ele ainda era pequeno.

Até mais ou menos, os 6 anos do meu filho, foram anos bem difíceis, pelo número de vezes que ele internava, ele tinha sérios problemas respiratórios. Do nada, começava a ficar CIANÓTICO (pele roxa) pela falta de ar, e lá íamos correndo com ele para o hospital, era tudo tão rápido que acontecia, que eu vivia tensa, sempre com medo que acontecesse o pior. Ele ia direto pro oxigênio e demorava dias pra melhorar, eu ficava com ele o tempo todo no hospital dia e noite, e graças a Deus que naquela época minha mãe ainda era viva e me ajudava muito. Ela ficava com os meus outros filhos na minha casa, porque eles tinham que ir pra escola, e assim ela cuidava deles pra eu ficar mais tranquila com o Dudu no hospital.  
Mas saibam que não foi fácil, eu sabia que por mais que a minha mãe fosse maravilhosa, eles também precisavam de mim. Foi uma mudança super rápida pra eles também, mas era necessário, imaginem como seria se eu fosse totalmente sozinha e não tivesse a ajuda da minha mãe.
É nesses momentos que percebemos o quanto precisamos de uma mão amiga, protetora, de alguém de confiança perto da gente, melhor ainda sendo uma mão de mãe, não é mesmo?
Eu costumo dizer que tenho duas fases na minha vida, a Preta antes de ter um filho especial, que era totalmente diferente, claro que eu amava meus filhos, mas sempre trabalhei, tinha minha independência, e por exemplo, nunca precisei largar meu trabalho pra cuidar deles, até porque, sempre tiveram uma saúde muito boa. Na época eu não era uma pessoa nervosa, era bem decidida, mas com o nascimento do Dudu algumas coisas mudaram em mim, foi tudo diferente, ele já nasceu precisando de mim, ele nasceu frágil, cheio de limitações e desde então passando por tantos sofrimentos lutando pra sobreviver. E quando a gente mãe, se depara com uma situação dessas tão delicada, se tratando da vida do nosso filho, então não tem como não mudar.
A gente fica com o coração fragilizado, mas ao mesmo tempo algo faz a gente sentir força pra passar isso pro filho. Quanto ao dizer que eu era decidida, me refiro as vezes que ele teve que fazer cirurgias e segundo alguns médicos, eu tinha que decidir se ele ia fazer ou não. Aí que percebi que relacionado ao meu filho, não sou decidida. Sempre meu lado mãe não queria que ele fizesse a cirurgia, mas tem o lado do que é melhor pra ele , é necessário e não tem como não ficar dividida sabendo dos riscos.Todas as vezes que ele ficava roxinho o meu nervosismo era tremendo, pq eu sabia que era de oxigênio que ele estava precisando e que iria direto pra UTI  e lá ficava dias...
Na maioria das vezes, os médicos diziam que ele não estava reagindo as medicações e que o estado dele era grave, que era pra mim me agarrar com Deus, pq ele não estava melhorando, e era o que eu fazia, me agarrava com DEUS e depois de dias internado, os médicos se surpreendiam com a melhora dele, isso foram várias vezes que aconteceu.
Por isso digo a vocês, quando colocamos nossos problemas e as nossas aflições nas mãos de Deus, Ele vem e resolve! Quando achamos que tudo tá perdido, que a esperança tá indo embora, Deus vem e mostra a sua grandeza e nos dá a alegria de novo. Acreditem! Se Deus fez comigo fará com você também, porque Ele ama a todos incondicionalmente. E assim fui passando todos esses anos, as lutas vem, problemas aparecem, obstáculos nos atrapalhando, mas nós vamos passando, driblando tudo porque não podemos perder a fé e a esperança não é mesmo?

Na próxima postagem continuo contando mais um pouco ok!
Um  beijo a todos! Preta


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