sábado, 30 de junho de 2012

O despreparo das pessoas é um problema


Queridos leitores:
Quem tem acompanhado o blog, sabe que tenho compartilhado alguns problemas que tenho tido no transporte escolar do meu filho.
Como ele é cadeirante, não é fácil conseguir um motorista que aceite levar para a escola. Infelizmente é sério! Nem todas as pessoas querem levar, porque se não for um  micro adaptado que não precisa tirar o cadeirante da cadeira, em outro carro, os motoristas têm que pegar o cadeirante no colo e isso acaba não sendo bom para ambos. Nestes dias pude perceber que quase todos os motoristas não tem experiência em levar cadeirantes, eles não tem a mínima noção de como se fecha e se abre uma cadeira de rodas e nem de como se pega a pessoa no colo para por no transporte. Eu sei que pelo fato das pessoas não conviverem com pessoas que tem alguma deficiência, acabam não tendo noção de muita coisa mesmo, mas pessoas contratadas pra levar alunos com deficiência para a escola não saberem nada eu acho um pouco demais!
A prova disso, é tudo o que estava acontecendo conosco nestes dias... mandaram um carro pequeno, que mal entrava a cadeira de rodas. e depois, uma van também pequena que “acreditem”  não tinha lugar para a cadeira de rodas, e lá fui eu novamente reclamar ... Então eles  resolveram o problema tirando um dos bancos da van para colocar a  cadeira do meu filho.
Bom depois de tantas reclamações, agora melhorou um pouco a situação, começaram a mandar um micro adaptado que leva meu filho para escola, mas o mesmo micro não pode trazê-lo para casa, então na volta ele está vindo com a van, mas já é grande coisa!
Eu estava muito chateada com essa situação, mas é super bom o micro adaptado, o Dudu está adorando, porque tem coisas que por mínimas que sejam facilitam a vida por não ser preciso tirar a pessoa da cadeira, sem contar que se evita dores na coluna, porque sem a prática que a maioria (motoristas) não têm, acabam colocando a pessoa de maneira errada e machucando a coluna do Dudu, mesmo que sem querer.
Bom agora é esperar para ver se pelo menos, vão manter o micro e a van até o final do ano e pedir muito pro nosso Deus, que no ano que vem que meu filho irá para o ensino médio, se consiga o micro adaptado tanto para ir pra escola quanto para voltar para casa, para minha tranquilidade e o bem estar do meu filho.

Qualquer novidade postarei para compartilhar com vocês ok!
Um abraço a todos
Preta Simone


quarta-feira, 27 de junho de 2012

Deficiência auditiva

Oi gente! Dando continuidade aos temas sobre as deficiências em geral, hoje queria falar um pouco, sobre os deficientes auditivos, eu mesma não sabia de muitas coisas, mas sabemos que é super importante entendermos algo sobre o nosso próximo que luta para ter seus direitos assistidos.
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Vocês sabiam que não é correto falar surdo-mudo? O fato de uma pessoa ser surda não significa que ela seja muda. É uma minoria de pessoas que são surdas e também mudas.
As pessoas surdas podem produzir sonorização vocal, ainda que se comuniquem pela língua de sinais e não saibam falar, elas apresentam vocalizações ao sinalizar e usam a voz quando estão em perigo. Além disso, podem desenvolver a linguagem oral por meio de um processo terapêutico fonoaudiológico, onde chamamos de surdos oralizados.
Por isso um surdo só será também mudo se for constatado clinicamente, deficiência na sua oralização, impedindo assim dele falar.
Mudo é aquele que tem ausência total da voz, sendo assim, não tem nenhuma manifestação vocal. Hoje em dia existem vários sistemas de comunicação através de símbolos que são bastante utilizados, assim como a tecnologia para facilitar a vida das pessoas mudas. Através da linguagem gestual e visual eles podem se comunicar.
Nas escolas regulares e nos lugares de trabalho existem poucas pessoas que sabem a língua dos sinais e isso dificulta muito na inclusão social dos deficientes auditivos.



Dicas no tratamento com as pessoas surdas e mudas: 


1. Fale diretamente com a pessoa, e não de lado ou atrás dela.
2. Faça com que a sua boca esteja bem visível. Gesticular ou segurar algo em frente à boca torna impossível a leitura labial.
3. Quando falar com uma pessoa surda tente ficar num lugar iluminado. Evite ficar contra a luz (de uma janela, por exemplo), pois isso dificulta ver o seu rosto.
4. Seja expressivo ao falar. Como as pessoas surdas não podem ouvir mudanças sutis de tom de voz que indicam sentimentos de alegria, tristeza, sarcasmo ou seriedade, as expressões faciais, os gestos e o movimento do seu corpo serão excelentes indicações do que você quer dizer.
5. Enquanto estiver conversando, mantenha sempre contato visual, se você desviar o olhar, a pessoa surda pode achar que a conversa terminou.
6. Se for necessário, comunique-se com a pessoa surda através de bilhetes. O importante é se comunicar. O método não é tão importante.
7. Quando a pessoa surda estiver acompanhada de um intérprete, dirija-se à pessoa surda, não ao intérprete. 
8. Algumas pessoas surdas preferem a comunicação escrita, outras usam língua de sinais e outras ainda preferem códigos próprios. Estes métodos podem ser lentos, requerem paciência e concentração. Você pode tentar se comunicar usando perguntas cujas respostas sejam sim ou não. Se possível, ajude a pessoa surda a encontrar a palavra certa, de forma que ela não precise de tanto esforço para transmitir sua mensagem. Não fique ansioso, pois isso pode atrapalhar sua conversa.


Um abraço a todos
Preta


domingo, 24 de junho de 2012

Piso tátil, você sabe para que serve?

Oi pessoal!
Eu estava vendo uns vídeos de acessibilidade com o meu filho (Dudu) e ele ficou impressionado com a dificuldade que os deficientes visuais passam quando andam nas ruas. Embora estejam colocando o piso tátil ( que auxilia os deficientes visuais) em vários lugares públicos e internos, ainda assim, são poucos se comparando a real necessidade de tê-los em lugares apropriados. Digo assim, porque alguns pisos são mal colocados e acabam confundindo os deficientes visuais. Por exemplo: vimos que colocaram um trilho de piso tátil numa calçada onde o piso passa quase em cima de um orelhão público, também vimos pisos táteis que terminam num poste e num muro, dá para acreditar? E ainda alguns desses pisos, colocados em exagero, ou seja em várias direções, confundindo e atrapalhando mais ainda a vida de uma pessoa com deficiência visual.


Mas para que serve o piso tátil? Para orientar as pessoas com deficiência visual ou de baixa visão para terem mais autonomia para se locomover. Sendo assim, sua textura e cor devem se diferenciar dos outros pisos ao redor. Ele é importante para direcionar e dar segurança aos deficientes visuais.


Existem dois tipos de piso tátil: o "direcional" e o de "alerta". O direcional serve para orientar o caminho que a pessoa irá percorrer em lugares amplos por exemplo.





O piso tátil de alerta é mais conhecido como o piso de bolinha, sua função é para alertar mesmo! Quando há um obstáculo à frente, em rampas de acesso às escadas, em frente a porta de elevadores, no início e no fim de rampas e escadas e nos obstáculos que eles não conseguem identificar com a bengala.






A cor contrastante serve para ajudar as pessoas de baixa visão e das pessoas, que por qualquer razão, tem a visão reduzida, como os idosos por exemplo.





Os modelos direcional e de alerta geralmente são colocados o modelo emborrachado para ambientes internos e de concreto para ambientes externos. Geralmente são mais usados nas cores amarelo, vermelho, cinza, azul e preto.
Uma vez bem colocados e com um pouco de noção das pessoas, ele é muito útil para os deficientes visuais.


Um abraço a todos
Preta

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Mesmo tendo fé, tem coisas que desanimam

Olá pessoal! Hoje quero compartilhar com vocês algo pessoal que está acontecendo com o meu filho, ou seja, mais uma indignação, mais um descaso, mais uma falta de respeito, enfim, avaliem como quiserem os termos certos para o que vou contar...
A alguns dias eu havia postado que finalmente meu filho iria para a escola com um micro adaptado para cadeirantes, onde na cidade que moro, tem 2 micros escolares adaptados, até ai estava tudo ok! Embora não tínhamos gostado muito de terem trocado o motorista do meu filho, como disseram que ele iria de micro adaptado, achei que até seria melhor pelo fato que não seria necessário tirá-lo da cadeira de rodas, toda vez que tivesse que entrar e sair do transporte escolar. Mas acontece que não foi nada disso que aconteceu. Eles ficaram nos enrolando, depois da troca do motorista, dois dias meu filho ficou sem ir na aula porque não tinham arrumado outro motorista pro meu filho nem carro para levar ele na escola, até que no terceiro dia, começaram a mandar um carro provisóriamente, até conseguirem encaixá-lo num micro adaptado... Onde para minha surpresa, depois de vários dias cobrando uma solução daquele setor, me disseram que não haviam encaixado meu filho ainda, porque o micro adaptado só tem na parte da tarde e meu filho estuda de manhã!
Vejam só pessoal, tiraram o motorista e o transporte do Dudu sem ao menos terem acertado com um novo motorista para levá-lo a escola, sem verificar se ele era cadeirante ou não e nem verificaram  o horário que ele estuda, no caso de precisar de um transporte adaptado... Uns dos responsáveis pelo setor de transporte nem sabiam que o meu filho é cadeirante, e ele ocupa esse transporte desde o ano passado..Vocês acreditam? É demais isso, não é?
Eu fiquei chocada com a falta de responsabilidade do setor de transporte escolar, eles simplesmente tiraram a van escolar dele, alegando que seria necessária em outra rota para pegarem mais alunos, e ignoraram completamente as necessidades do meu filho. Sem contar, que não são todos os motoristas que aceitam levar um aluno cadeirante, aí tem o constrangimento por parte da pessoa que precisa estudar (cadeirante), porque mesmo a gente sabendo, que ninguém é obrigado a pegar um aluno no colo para colocar num carro, mas se é cadeirante e não disponibilizam o transporte adaptado para que não seja necessário fazer isso, não tem outra opção e o aluno não tem que presenciar a má vontade dos outros por conta de uma má administração do setor de transporte, vocês não acham?
Eu falei com o coordenador do setor "várias" vezes,  falei com um outro responsável pelo setor, outras inúmeras vezes e até agora estão mandando um carro pequeno que mal cabe a cadeira de rodas do meu filho. Ainda tem outro detalhe, o motorista atual por causa da rota que ele faz em outros lugares, não pode encaixar o horário dele aos horários especiais que meu filho tem na escola. Por exemplo: Nas sextas feiras ele entra as 9:30 na escola porque os 2 primeiros períodos é de educação física e ele não faz a mesma, é dispensado pelo médico dele, mas o motorista atual só pode levá-lo as 8hs e se chega ser preciso sair mais cedo, também não poderá pegá-lo, somente ao meio dia.
Gente isso é ou não é um descaso com uma pessoa cadeirante? Como que até alguns dias atrás tinham como levar meu filho nos horários certos e agora por conta da troca que eles fizeram não dá mais? Eu fiquei tão indignada com essa atitude deles, que falei com o conselho tutelar  e eles me informaram que era pra mim pedir para a diretora do meu filho falar diretamente com a administração da Smed e deixá-los à par do que está acontecendo, e que se isso não resolvesse o problema, ai então o conselho tutelar, entraria judicialmente contra o setor de transporte.
Eu fico indignada e triste com essas coisas....Sei que nem todos fazem pouco caso das necessidades de um aluno com deficiência, mas os poucos que fazem, acabam atrapalhando muito a vida da gente.
Parece que eles vão providenciar uma outra van escolar para levar meu filho, onde terá lugar para a cadeira de rodas, ainda não é o certo, porque não é adaptada e todas as vans são altas, mas diante das circunstâncias, Deus queira que isso aconteça o mais rápido possível antes que acabem quebrando ou estragando a cadeira de rodas dele, pelo modo errado que ela está indo no carro.
Bom pessoal, essa é mais uma das coisas que acontecem com as pessoas que precisam de algo que mesmo sabendo que é um direito por lei, ainda temos que depender da boa vontade das pessoas para que tudo funcione direito.
Infelizmente esses setores que lidam diretamente com alunos com deficiência não estão preparados para atender as necessidades desses alunos, eles são completamente sem noção e isso é preocupante, porque se torna um transtorno para os alunos e seus familiares.
Fica aqui minha indignação por tudo isso!

Um abraço a todos
Preta

terça-feira, 19 de junho de 2012

Parque totalmente acessível

Queridos leitores, nós sabemos o quanto faz falta para uma pessoa com deficiência ter lugares acessíveis para passear. Muitas vezes acabam ficando restritos a irem nos mesmos lugares, por não terem mais opções ou as vezes nem saem mesmo.
Depois de oito meses de reforma, um projeto foi colocado em prática em Sorocaba- SP, fizeram um parque totalmente acessível, o local ganhou rampas de acesso, banheiro adaptado, placas em braile, guias especiais e ainda um jardim sensorial.


paeque adaptado em Sorocaba

O Parque da Água Vermelha recebe hoje a primeira visita monitorada. O grupo de pessoas com deficiência, será convidado a utilizar de diferentes sentidos no jardim sensorial, além de terem acesso as informações educativas presentes nas placas em braile e o programa de educação Ambiental trabalhará com o tema “água” falando de consumo consciente, flora, fauna, etc…
O Parque tem 20 mil metros de natureza, 2 lagos e o piso tem uma extenção de 300m por 1,50m de largura em concreto lixado e piso tátil que dá acesso aos principais locais do parque.
Apesar de o prefeito ter dito que o Parque da Água Vermelha está "100% acessível", o deficiente visual Edmar Carvalho Júnior,44 anos, que é também vice-presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência de Sorocaba, revela que ainda existem detalhes a serem modificados. Segundo ele, o parque se encontra hoje 99,9% adaptado para pessoas com deficiência. "Mas não é nada que impeça os deficientes de virem ao parque, são apenas detalhes que iriam melhorar, ainda mais, o que já foi feito", ressalta.

Tomara que essa ideia sirva de exemplo para todas as cidades do Brasil. Afinal temos pessoas com algum tipo de deficiência em tudo que é lugar e todos, sem excessão, têm os mesmos direitos dos que não tem deficiência de passear e aproveitar a vida, não é mesmo?
Um abraço a todos
Preta


Fonte G1

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Surf para pessoas com deficiência

Oi gente! Hoje eu trago pra vocês uma história de superação muito bonita de um surfista que ficou tetraplégico aos 18 anos e desde então, não teve mais coragem de entrar no mar, mas à 3 anos, ele percebeu que com a ajuda dos amigos ele poderia voltar a fazer o que mais gostava. Hoje com 35 anos, Nuno Vitorino antigo nadador paraolímpico, é o Presidente da Surf Addict ( Associação de Portuguesa de Surf adaptado ), onde o objetivo deste projeto é criar condições para que as pessoas deficientes possam surfar também.


Cerca de 30 pessoas com deficiência surfaram na praia do Baleal, em Peniche, no dia 16 de junho (sábado) no primeiro evento oficial da Surf addct.
Nuno utiliza uma prancha especial e maior que as convencionais e admite que a sua prancha adaptada dá mais adrenalina, mas reconhece que “numa primeira fase não são precisas grandes adaptações materiais” para que as pessoas com deficiência pratiquem surf, bastando uma prancha normal de borracha, das utilizadas para a iniciação.


O mentor do projeto pioneiro da Europa, destacou a alegria dos participantes e o trabalho de cerca de 120 voluntários, essencial para que as pessoas com deficiência possam estar no mar com todas as condições de segurança.
A praia do Baleal conta com todas as condições de acessibilidade necessárias à prática deste desporto.


O principal objetivo da associação é dar formação a escolas de surf e criar, entre a comunidade surfista, um grande movimento de voluntários, que permita às pessoas com deficiência desfrutar o mar, mas reconhece que “dar formação às escolas não é simples”, e é por isso que classifica importantíssimo o papel da sociedade, tanto ao nível dos apoios como de parcerias.
Segundo Nuno o movimento foi fantástico pois superou todas as expectativas.


Belo exemplo para o Brasil e os outros paises aderirem essa ideia, não é pessoal?
Com certeza é mais uma prova de que as pessoas com deficiência a cada dia superam seus limites!
Um abraço a todos
Preta

sábado, 16 de junho de 2012

Os vários nomes atribuídos as pessoas com deficiência

Queridos leitores, muitas pessoas não sabem como chamar uma pessoa com deficiência. Alguns acabam sem querer se referindo a eles com palavras nada agradáveis tais como: defeituosos, paralíticos, aleijados e etc.. Tem também aquela dúvida entre paraplégico e tetraplégico, muitos não sabem a diferença.
Vou passar para vocês, alguns dos nomes que antigamente chamavam uma pessoa com deficiência...

No século 20, por exemplo, o termo usado era “inválidos”. Até 1960, eram chamados de “indivíduos com capacidade residual”, o que segundo o autor Sassaki, foi um avanço da sociedade, reconhecer que a pessoa tinha capacidade mesmo que ainda considerada reduzida. Outra variação foi o uso do termo “os incapazes”.

Entre 1960 e 1980, começava-se a usar as expressões “os deficientes” e “os excepcionais” que focavam as deficiências e reforçavam o que as pessoas não conseguiam fazer como a maioria. Nos anos 80, por pressão da sociedade civil a Organização Mundial da Saúde lançou a terminologia “pessoas deficientes”. Iniciou-se uma conscientização e foi atribuído o valor “pessoas” aqueles que tinham deficiências, igualando-os em direitos a qualquer membro da sociedade.

Até os dias atuais, muitos nomes já foram utilizados como: pessoas portadoras de deficiência, pessoas com necessidades especiais, pessoas especiais ou portadores de direitos especiais. Segundo Romeu Sassaki, todos considerados inadequados por representar valores agregados a pessoa. Vale lembrar que o uso dessas expressões estavam inseridas em um contexto social da época.
O termo correto a ser usado é "pessoas com deficiência".

Paraplégico: é aquele deficiente cuja medula é lesionada a nível lombar ou torácico. Ele perde a coordenação-motora e sensibilidade das pernas, porém mantém o controle do tronco e movimentos e força dos braços e mãos. O paraplégico pode tocar sozinho a cadeira de rodas e transpor obstáculos, fazer transferências cama-cadeira-carro e vice-versa, dirigir, praticar a maioria dos esportes adaptados, assim como outras atividades, o que lhe permite uma vida quase que independente. 


Tetraplégico: é aquele que lesiona a medula a nível cervical - pescoço - e perde a mobilidade de quase todo o corpo, sendo, portanto, dependente de outras pessoas para tarefas simples como banhar, se alimentar, evacuar, fazer transferências e todo e qualquer tipo de atividade física...


Espero que tenha dado para esclarecer um pouco as dúvidas que até a gente se confunde diante de tantos nomes que já foram dados. Cada pessoa tem a sua opinião, mas devemos procurar usar o termo correto para que a pessoa com deficiência nunca seja chamada de um termo que venha a diminuir sua real capacidade.
Um abraço a todos
Preta

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Lições de vida

Caros leitores:
Há alguns anos nas olimpíadas especiais de Seattle, também chamada de Paraolimpíadas, nove participantes todos com deficiencia mental ou fisica alinharam-se para a largada da corrida dos cem metros rasos.
Ao sinal, todos partiram, não exatamente em disparada mas com a vontade de dar o melhor de si, terminar a corrida e ganhar.
Todos exceto um garoto, que tropeçou no piso, caiu rolando e começou a chorar.
Os outros oito ouviram o choro, diminuíram o passo e olharam para trás. Viram o menino no chão, pararam e voltaram, todos eles!
Uma das meninas com síndrome de Down, ajoelhou-se, deu um beijo no garoto e disse: "pronto, vai sarar"!
E todos os nove competidores deram os braços e andaram juntos atá a linha da chegada.
O estádio inteiro se levantou e não tinha uma só pessoa que não estivesse chorando...E os aplausos duraram longos minutos.
As pessoas que estavam ali naquele dia, repetem essa história até hoje, Por quê? Porque lá no fundo todos nós sabemos que o que importa nesta vida, mais do que ganhar sozinho, é ajudar o próximo a vencer também, mesmo que isso signifique diminuir o passo e mudar o curso.
Que cada um de nós possamos ser capazes, de diminuir o passo e mudar o curso para ajudar alguém que em algum momento tropeçou e precisa de ajuda para continuar!
Afinal é o que Deus quer de todos nós, não é mesmo?

Espero que tenham gostado dessa reflexão.
Um abraço a todos
Preta


segunda-feira, 11 de junho de 2012

Cadeira incrível para cadeirantes

Queridos leitores, quem é cadeirante sabe como é difícil a arte de conseguir encaixar a cadeira de rodas nos lugares que mais precisam usar no dia a dia.
Eu por exemplo, moro num apartamento pequeno e a única coisa adaptada é o banheiro, o demais é tudo apertado mesmo!
Tenho na minha minúscula cozinha uma pia vazada, mas no caso o armário fixo na parede não tem como meu filho alcançar, somente nos que ficam embaixo. Mas assim mesmo, o apoio de pés da cadeira sempre acaba encostando em alguma coisa. O meu filho já tem o costume de quando chega da escola ou de algum lugar que ele foi, ele chega em casa e já tira os apoios de pés, assim fica melhor pra ele se locomover com a cadeira dentro de casa.
Mas gente, ontem eu vi uma cadeira que seria a solução para esses probleminhas dos cadeirantes, é uma cadeira elevador com colunas que levantam a cadeira de rodas para alcançar em tudo que está no alto, facilitando muito para quem precisa ter mais acesso as coisas.
Vejam as imagem da cadeira que eu particularmente achei incrível! Queria saber o preço que com certeza deve ser bem cara, mas não consegui mais informações. Mas quem puder, ter uma dessas, será de grande utilidade com certeza.



Além dela ser útil, ajuda o cadeirante a fazer mais coisas que ele queira fazer, porque com a cadeira normal não tem como. Demais não é pessoal?
Um grande abraço a todos!
Preta

sexta-feira, 8 de junho de 2012

A falta de acessibildade é em todo país

Olá pessoal! Segundo dados do IBGE, numa avaliação feita em 15 cidades com mais de 1 milhão de habitantes, Porto Alegre-RS, é a capital gaúcha com maior índice de acessibilidade, com 23,3% de rampas e em Fortaleza-Ceará foi constatado com o índice mais baixo com somente 1,6% de acessibilidade.
Esses dados comprovam o quanto ainda é baixíssimo o número de rampas que dão o acesso de ir e vir para os cadeirantes. Além da falta das mesmas, tem o problema precário das calçadas, postes de luz em cima das mesmas, parada de ônibus tomando conta de todo espaço da calçada sem deixar um lugar para o cadeirante passar, e por aí vai...
Ontem o Jornal do Almoço (RBS Tv), fez uma reportagem para ver como os cadeirantes eram tratados na cidade de Sapiranga-RS, onde mostraram a realidade do que acontece com um cadeirante, quem viu essa reportagem pode perceber como acontece.
O rapaz entrevistado disse uma coisa que muitos não percebem, se um cadeirante não tem um carro particular, ou um parente ou amigo que possa levá-lo em algum lugar, ele depende do ônibus, não lhe resta outra alternativa, não é mesmo? E a maioria das pessoas não tem carro mesmo. Feliz aquele que não precisa depender dos ônibus para se locomover sendo cadeirante... Porque as Prefeituras não pensam nisso?
Quando o entrevistado conseguiu chegar na parada do ônibus (com muita dificuldade) e o ônibus parou ele perguntou para o motorista se tinha como levá-lo, porque não era adaptado, e o motorista falou que não sabia como fazer com o negócio da cadeira. Vendo ele que estava o pessoal da reportagem junto, desceu do ônibus e disse que lá não tinha ônibus adaptado porque não tinha nenhum caso de cadeirante naquele lugar. Gente, é ou não é um ABSURDO isso?
O rapaz mostrou também a rampa que tem na Prefeitura, por ser inclinada, ele teve muita dificuldade pra subir, o rapaz quase não conseguiu, sem contar, que se o cadeirante não tiver forças nos braços, não vai poder nem tentar, somente com a ajuda de alguém.
Bom pessoal, eu citei somente a cidade de Sapiranga porque foi a notícia mais recente que assisti, mas esse mesmo Jornal que deu essa notícia ontem, vem a semanas mostrando a situação de acessibilidade nas principais cidades do Rio Grande do Sul, pelas notícias sabemos que em todo nosso país, tem o mesmo problema e que infelizmente ainda está longe do Brasil se tornar um país acessível para todos!
A apresentadora do jornal ainda pergunta para a jornalista Carolina Bahia direto de Brasília, como os governos municipais, poderiam ajudar a resolver esse problema? Ela diz que os municípios devem encaminhar seus projetos para o Governo Federal, pro Ministério das cidades, ministério da saúde ou para a secretaria de direitos humanos, e que as Prefeituras não estão fazendo isso, porque segundo a jornalista de Brasilia, os técnicos do Ministério das cidades estão esperando as propostas dos prefeitos.
Esperando pessoal, vejam só como são as coisas, pra que terem pressa de tornar os lugares acessíveis não é? O pessoal que trabalha a maioria não é cadeirante mesmo!!! Nessas horas tinha que pegar o pessoal que vive pedindo voto pra gente e se elegem  pelos nossos votos, para fazerem subir as rampas mal feitas, e a irem sentados em cadeiras de rodas até as paradas de ônibus e deixar eles esperando aparecer um que seja adaptado e que esteja em perfeitas condições para o cadeirante subir, assim sentiriam na pele as dificuldades dos deficientes fisicos e resolveriam o problema rapidinho!

Mas não podemos perder a fé! Continuamos lutando para que isso melhore cada vez mais e para que as Prefeituras façam sua parte para facilitar a vida dos deficientes fisicos, não é mesmo?


Segue em anexo, o link da reportagem que assisti. basta clicar nele ok!


http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/jornal-do-almoco/videos/t/porto- alegre/v/cidade-de-sapiranga-rs-nao-apresenta-infraestrutura-de- acessibilidade-eficiente/1982423/


Um abraço a todos
Preta

quarta-feira, 6 de junho de 2012

A inclusão escolar está dando resultado

Oi gente! Na vida tem coisas que se resolve tão devagar que a gente até desanima, ainda bem que tem outras que são bem mais rápidas, pena que se tratando de direitos e leis, são raríssimas as coisas que se enquadram nas mais rápidas, não é mesmo?
Para quem não leu essa notícia, eu achei importante postar aqui no blog. Eu confesso que fiquei surpresa e ao mesmo tempo feliz com os índices de aumento de alunos de inclusão em escolas regulares. Realmente é um motivo para se comemorar!!!
Segundo o Ministro da Educação Aloízio Mercadante, numa entrevista coletiva que deu na semana passada, falou que no ano 2000, apenas 21,4% de alunos deficientes estavam matriculados nas escolas e em 2011, esse número cresceu para 74,2%, além disso, 22% das escolas têm acessibilidade e 78% dos professores já passaram por formação em educação especial.
Na minha opinião, vendo tão pouco aluno cadeirante e com outro tipo de deficiência nas escolas, acho esses dados muito altos, mas torço de coração para que sejam realmente verdadeiros.
Nós que torcemos e lutamos tanto para que isso aconteça, é muito bom saber disso, saber que os alunos com alguma deficiência estão finalmente estudando, usufruindo dos seus direitos de cidadãos. Mas quanto a acessibilidade ainda deixa muito a desejar, comparando a quantidade de escolas que se têm e os anos que existem as leis assegurando os direitos desses alunos, inclusive a acessibilidade,  esse número ainda é bem pequeno não é gente?
O Ministro ainda disse que na visão dele, os jovens deficientes estão cada vez mais inseridos no mercado de trabalho e atuam com competência.
Deus queira que esses jovens, tenham as condições necessárias para darem continuidade nos estudos, porque um dos motivos, que impedem de muitos estudar, são as barreiras arquitetônicas, principalmente nas universidades que a maioria não tem elevador para os cadeirantes. E quanto a capacidade, nós sabemos que eles têm de sobra, e que podem ir bem longe, basta que se criem as condições para isso. 


Um abraço a todos
Preta




segunda-feira, 4 de junho de 2012

O tão esperado micro adaptado

Queridos leitores, hoje finalmente o meu filho começará a ir para a escola com um micro adaptado para cadeirantes. Espero que estejas em muito boas condições, e que a empresa faça as manutenções necessárias e periódicas. Digo porque vemos nas notícias os descasos com esse tipo de transporte em tudo que é lugar, tanto na parte da mecânica quanto na falta de treinamento dos motoristas para lidar com o elevador. Mas como esse é um escolar, espero que tenham mais cuidados (como todos deveriam ter),,,
Antes ele estava indo num outro carro em que o motorista tinha que pegá-lo no colo para colocar e tirar do carro, agora a vantagem é que isso não será mais preciso.
Faço questão de falar o nome do motorista que levava o meu filho porque desde o ano passado ele foi super cuidadoso e atencioso com o Dudu, o seu João. Falo nele gente, porque infelizmente tem motoristas que não são muito atenciosos, correm e uns não gostam muito de dar uma ajudinha para os cadeirantes. Sei bem como é isso, fazem muitos anos que dependemos dos transportes da Prefeitura e assim acabamos conhecendo muita gente desse meio. Claro que a maioria é gente boa! São prestativos e não deixam o cadeirante constrangido. Mas já ví caso de que um paciente teve que descer da Van pra ajudar uma senhora de idade subir porque o motorista nem se ofereceu....
Mas vamos torcer pra que seja tudo para o bem do meu filhão e de todos os outros alunos que ocuparão o micro adaptado. Eu quando soube que seria trocado o motorista fiquei triste porque a gente se acostuma com aquela pessoa, o Douglas e ele são bem amigos mas sei que Deus sabe o que faz.
É muito importante esse transporte adaptado porque assim o cadeirante fica do jeito que a gente coloca na cadeira, o tênis não cai e a coluna também não dói, porque quanto menos se mexe em quem tem problemas na coluna é melhor!
Bom qualquer novidade eu compartilharei com vocês ok!
Um grande abraço a todos e fiquem na paz do Senhor, sempre na fé!!!
Preta

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Inclusão escolar

Olá pessoal! Dando continuidade ao tema INCLUSÃO ESCOLAR, vamos ficar por dentro de algumas leis que garantem a matrícula de um aluno com necessidades especiais em uma escola regular, seja ela pública ou privada.
É bom lembrar que essas leis existem já há muito tempo, mas infelizmente ainda tem escolas que ignoram as leis e dão aos pais a famosa desculpa  que não tem estrutura, não tem rampas, não tem banheiro adaptado ou qualquer outra coisa, para dificultar a entrada desse aluno, desrespeitando a lei e o direito dele.
Os professores e os gestores devem saber que NÃO HÁ respaldo legal para recusar a matrícula de quem quer que seja.
A prova do descaso que ainda existe em várias escolas, é que essas leis não são novas, são de tempos...por isso, todas escolas já deveriam  ter estrutura, preparação para os professores e um trabalho pedagógico para os alunos de inclusão.

Veja abaixo algumas leis e documentos internacionais que estabeleceram os direitos das pessoas com deficiência no nosso país:
1988

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA
Prevê o pleno desenvolvimento dos cidadãos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação; garante o direito à escola para todos; e coloca como princípio para a Educação o "acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um".

1989
LEI Nº 7.853/89
Define como crime recusar, suspender, adiar, cancelar ou extinguir a matrícula de um estudante por causa de sua deficiência, em qualquer curso ou nível de ensino, seja ele público ou privado. A pena para o infrator pode variar de um a quatro anos de prisão, mais multa
.
1990
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE (ECA)
Garante o direito à igualdade de condições para o acesso e a permanência na escola, sendo o Ensino Fundamental obrigatório e gratuito (também aos que não tiveram acesso na idade própria); o respeito dos educadores; e atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular.

1994
DECLARAÇÃO DE SALAMANCA
O texto, que não tem efeito de lei, diz que também devem receber atendimento especializado crianças excluídas da escola por motivos como trabalho infantil e abuso sexual. As que têm deficiências graves devem ser atendidas no mesmo ambiente de ensino que todas as demais.

1996
LEI E DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL (LBD)
A redação do parágrafo 2o do artigo 59 provocou confusão, dando a entender que, dependendo da deficiência, a criança só podia ser atendida em escola especial. Na verdade, o texto diz que o atendimento especializado pode ocorrer em classes ou em escolas especiais, quando não for possível oferecê-lo na escola comum.

2000
LEIS Nº10.048 E Nº 10.098
A primeira garante atendimento prioritário de pessoas com deficiência nos locais públicos. A segunda estabelece normas sobre acessibilidade física e define como barreira obstáculos nas vias e no interior dos edifícios, nos meios de transporte e tudo o que dificulte a expressão ou o recebimento de mensagens por intermédio dos meios de comunicação, sejam ou não de massa.

2001
DECRETO Nº3.956 (CONVENÇÃO DA GUATEMALA)
Põe fim às interpretações confusas da LDB, deixando clara a impossibilidade de tratamento desigual com base na deficiência. O acesso ao Ensino Fundamental é, portanto, um direito humano e privar pessoas em idade escolar dele, mantendo-as unicamente em escolas ou classes especiais, fere a convenção e a Constituição

Com essas leis ficam bem claras os direitos dos alunos de inclusão assim como, não aceitar esses alunos é crime!

Um grande abraço a todos
Preta

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