segunda-feira, 27 de abril de 2015

Convulsões - Causas, sintomas, recomendações

Convulsão é um distúrbio que se caracteriza pela contratura muscular involuntária de todo o corpo ou de parte dele, provocada por aumento excessivo da atividade elétrica em determinadas áreas cerebrais.

As convulsões podem ser de dois tipos:
Parciais, quando apenas uma parte do hemisfério cerebral é atingida por uma descarga de impulsos elétricos desorganizados.
Focais ou generalizadas, quando os dois hemisférios cerebrais são afetados.

Essas crises podem ser desencadeadas por algumas coisas, tais como:
Emoções intensas, exercícios vigorosos, determinados ruídos, músicas, odores ou luzes fortes podem funcionar como gatilhos das crises. Outras condições – febre alta, falta de sono, menstruação e estresse – também podem facilitar a instalação de convulsões, mas não são consideradas gatilhos.


Causas:

Em alguns casos, não é possível identificar a causa da convulsão. Nos outros, entre as causas prováveis, podemos destacar: 
1) febre alta em crianças com menos de cinco anos;
2) doenças como meningites, encefalites, tétano, tumores cerebrais, infecção pelo HIV, epilepsia, etc;
3) traumas cranianos;
4) abstinência após uso prolongado de álcool e de outras drogas, ou efeito colateral de alguns medicamentos;
5) distúrbios metabólicos, como hipoglicemia, diabetes, insuficiência renal, etc; 6) falta de oxigenação no cérebro.


Sinais e sintomas:

Os sinais e sintomas dependem do tipo de convulsão, da região do cérebro envolvida e da função que ela desempenha no organismo.

Nas convulsões parciais, podem ou não ocorrer  alterações do nível de consciência associadas a sintomas psíquicos e sensoriais, como movimentos involuntários em alguma parte do corpo, comprometimento das sensações de paladar, olfato, visão, audição e da fala, alucinações, vertigens, delírios...
Algumas vezes, essas manifestações são leves e podem ser atribuídas a problemas psiquiátricos.


Existem diversos tipos de convulsões generalizadas. Os dois mais frequentes são a crise de ausência, ou pequeno mal, e a convulsão tônico-clônica, ou grande mal.

No primeiro grupo, incluem-se as pessoas que durante alguns segundos, ficam com o olhar perdido, como se estivessem no mundo da lua, e não respondem quando chamadas. Quando a ausência dura mais de dez segundos, o paciente pode manifestar movimentos automáticos, como piscar de olhos e tremor dos lábios, por exemplo. Essas crises chegam a ser tão breves que às vezes, ele nem sequer se dá conta do que aconteceu.

Já as convulsões tônico-clônicas estão associadas à perda súbita da consciência. O quadro dura poucos minutos. Na fase tônica, todos os músculos dos braços, pernas e tronco ficam endurecidos, contraídos e estendidos e a face adquire coloração azulada. Em seguida, a pessoa entra na fase clônica e começa a sofrer contrações rítmicas, repetitivas e incontroláveis. Em ambas as situações, a saliva pode ser abundante e ficar espumosa. Mordida pelos dentes e a língua pode sangrar.

Para efeito de diagnóstico e tratamento, ajuda muito observar as seguintes características das convulsões:

a) Durante a crise: duração (marcar o tempo no relógio); se braços e pernas se contraem de um lado só ou dos dois lados; se olhos e boca ficam fechados ou abertos; se a cor da face se torna azulada. Se a pessoa responde aos chamados ou permanece inconsciente.

b)  Depois de as contrações musculares terem terminado: se a pessoa recupera a consciência ou permanece sonolenta; se fala e responde a perguntas; se lembra o que aconteceu; se a movimentação volta ao normal; se a dificuldade de movimentação se concentra de um lado só do corpo.

Além desses registros, os seguintes exames são recursos importantes para esclarecer as causas da convulsão e eleger o tratamento: eletroencefalograma, tomografia computadorizada e ressonância magnética do crânio, análise do líquor e videoeletroencefalograma.

Tratamento:

O risco de novas crises diminui nos pacientes com convulsões provocadas por álcool, drogas, pelo efeito colateral de alguns medicamentos e por distúrbios metabólicos, quando são retiradas essas substâncias ou corrigido o problema orgânico. Nos outros casos, existem vários medicamentos que devem ser indicados de acordo com o tipo de convulsão para evitar a recorrência e assegurar o controle das crises.

Recomendações diante de um quadro de convulsão:

* Deite a pessoa de lado para que não engasgue com a própria saliva ou vômito;
* Remova todos os objetos ao redor que ofereçam risco de machucá-la;
* Afrouxe-lhe as roupas;
* Erga o queixo para facilitar a passagem do ar;
* Não introduza nenhum objeto na boca nem tente puxar a língua para fora;
* Leve a pessoa a um serviço de saúde tão logo a convulsão tenha passado.

Observação importante:
Convulsão não é sinônimo de epilepsia. Epilepsia é uma doença específica, que predispõe a pessoa a convulsões, mesmo na ausência de problemas como febre alta, pancadas na cabeça, derrames ou tumores cerebrais.

Fonte: Dr. Drauzio Varella

Essas informações são bem úteis para todos, pois mesmo que não tenhamos algum familiar com esse quadro, saberemos com agir se alguém estiver tendo uma crise convulsiva pertinho da gente.


Abraços a todos...
Com carinho

Preta 

terça-feira, 14 de abril de 2015

O tempo passa e as preocupações aumentam...

Olá pessoal! Saudades de vocês e desse cantinho... Desculpem minha ausência, mas meu tempo tem sido curto mesmo, andaram acontecendo muitas coisas em relação a saúde do meu filho e na minha também, mas vou fazer o possível para ser mais presente no blog ok! 

Bom vocês devem lembrar que eu disse a vocês que meu filho depende de mim pra quase tudo ainda, mas ele teve alguns progressos gente... Por exemplo: De manhã na hora de se arrumar pra ir pra escola ele tem me ajudado bastante... Antes não conseguia nem colocar a roupa sozinho porque ele tem problema de equilíbrio, mas agora consegue! Ele também coloca o tênis sozinho coisa que antes, não conseguia. Parece pouco né gente, mas pra nós não é não! É um progresso mesmo, tudo que ele consegue fazer sozinho é bom demais. O processo é lento com meu filho, mas ele chega lá! Ele ainda tem dificuldades em outras coisas, entre elas, ainda não consegue passar pra cadeira de rodas sem ajuda. Mas tenho fé em Deus que ainda esse ano ele vai conseguir fazer mais coisas que são de grande importância pra independência do meu filho... Bom gente agora ele tem 17 anos e vou tentar expôr ele o menos possível, quero que com o tempo ele tome conta do blog, aí ele saberá como falar sobre algo pessoal do dia a dia dele com vocês, afinal foi por ele que criei este blog, para uma troca de experiências! Eu como mãe sempre tenho dúvidas de algumas coisas, então tento falar com amigos que são cadeirantes e pesquiso muito também na internet pra tirar minhas dúvidas sobre algumas coisas que não acho normal e não entendo!

Como disse no começo da postagem, tive alguns problemas relacionados a saúde do meu filho, ele teve algumas convulsões nesse período que não estive postando, e até agora não sabemos os motivos. Graças a Deus que foram convulsões mais leves, pois logo depois das crises, ele voltou a consciência rápido, mas sempre fico tensa com medo que dê nele convulsão mais grave como aquela que deu na escola no ano passado. Foram várias convulsões uma atrás da outra, e aquela sim, me deixou bem preocupada, principalmente porque depois que ele fez exames pra descobrir a causa, não deu nenhuma alteração, tanto é que nem a dosagem do remédio o neurologista dele quis aumentar. É difícil ficar sempre tensa, meu telefone fixo toca de manhã eu atendo rápido porque fico com medo que seja da escola e como ele teve outras convulsões em casa depois daquela grave, eu sempre fico preocupada, não adianta! Bom por esse motivo, minha próxima postagem será sobre isso, convulsões e se alguém tiver um filho (a) que também passa por isso, por favor me conte como é, como o filho de vocês ficam no momento que dá a convulsão, se eles perdem a consciência como o meu filho, o que o médico fala sobre isso e etc... Informação nunca é demais né gente, ainda mais quando se refere a saúde e é algo que ainda não sabemos a causa. Além disso tem outras questões que me preocupam, essa fase da adolescência, namoros e etc... Só sei que não tem sido  muito fácil lidar com tudo isso ao mesmo tempo, torço que pelo menos meu filho se mantenha com a saúde boa, que essas convulsões parem e que ele possa viver bem e feliz! Como todas as pessoas do bem merecem!

Por hoje é só amados! Até a próxima e fiquem todos com Deus!
Com carinho....
Preta 

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