segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Ser mãe e pai não é fácil, as vezes me sinto impotente e sozinha

Olá queridos! Saudades desse nosso cantinho! Sei que ando ausente, mas a vida da gente é cheia de imprevistos e quando acontecem algumas coisas não muito boas, acabamos ficando um pouco ausentes de tudo mesmo, mas como o meu blog é pessoal, resolvi contar um pouco do que acontece na minha vida, neste papel importante, que é ser mãe de um jovem especial ok!
Fazem 18 anos que tenho vivenciado e aprendido muitas coisas desde o nascimento do meu filho e digo a vocês que ser mãe dele, por mais difícil que tenha sido em alguns momentos e em situações complicadas que tivemos que passar pela sua saúde, por exemplo, nada se compara a alegria de tê-lo ao meu lado, de ver o sorriso lindo dele, de saber que diante de tantas dificuldades, de tanto obstáculo que apareceu pelo caminho, meu filho conseguiu superar muita coisa. Hoje vendo o jovem que ele se tornou, o caráter dele, o jeito humano que meu filho tem, mesmo tendo uma vida difícil, com limitações, eu tenho o maior orgulho de ser mãe dele. 
Eu já havia comentado aqui no blog que tenho três filhos, mas foi o meu caçula que nasceu com deficiência e digo a vocês, que eles são bem diferentes em quase tudo, principalmente na maneira de ver a realidade das coisas...

Como mãe eu me sinto muitas vezes impotente em não poder dar ao meu filho (caçula) uma vida melhor, com mais facilidades, com mais conforto, como os irmãos dele têm pelo simples fato de caminhar e poderem correr atrás do que querem.
Isso dói gente, porque ele é jovem, tem seus sonhos e muitas coisas o meu filho quer e não consegue fazer, pelo fato de ser cadeirante e pela nossa situação financeira... As vezes é o lugar de um curso que fica longe, ou não tem acesso pro cadeirante fazer o tal curso, e depois que os alunos de inclusão terminam o ensino médio, como o meu filho, no caso, eles perdem o direito de ter o transporte gratuito, aí somente se for um particular e é caro, principalmente porque tem que ser adaptado...
Essa é uma realidade pra quem não tem carro próprio e gostaria de dar continuidade nos estudos... E a gente que é mãe, se sente impotente mesmo, desanimada, triste, por não ter condições de resolver certas coisas...

Quem é mãe como eu, que cuido do meu filho sozinha e tenho uma situação financeira limitada, entende o que quero dizer...
De nenhuma forma, quero ignorar o que as outras mães e pais passam, porque sei que todos nós sofremos, quando nos deparamos com um problema de saúde dos nossos filhos ou por outros motivos graves referentes a eles, mas achei importante falar como me sinto, porque com certeza, outras mães devem passar o mesmo que eu, principalmente quando não temos a ajuda do pai do nosso filho, que ao meu ver, a presença dos pais em tudo que se precisa e passamos, ao longo dos anos, sempre é importante, até mesmo pro filho (a) se sentir mais seguro (a) pra enfrentar essa jornada que não é nada fácil...

Tenho pessoas bem próximas minhas, que acompanharam tudo o que passei desde o nascimento do meu filho e viram o que ele passou nos hospitais, as internações em estado grave, as dificuldades de conseguir as coisas por direito dele, das lutas que tive no período escolar, enfim, as coisas difíceis que ele enfrentou durante toda a vida e mesmo assim,  não dão a importância que deveriam dar, em termos de cuidados, atenção, muito menos, reconhecem as coisas que eu como mãe abri mão de fazer, pra poder cuidar inteiramente dele... E é óbvio que não me arrependo disso! O meu filho vale e sempre valerá qualquer esforço, qualquer tempo meu dedicado a ele.
O que me decepciona, é que pra alguns eu sou a mãe e não faço mais que minha obrigação, não importa se estou bem de saúde ou não, se estou no meu limite de cansaço, de nervosismo, de preocupação... Pra alguns, sou a mãe e pronto! Eu que me vire como posso! E isso é uma das coisas que me deixam arrasada como pessoa.
Vejo com tristeza, a que ponto chega o descaso do ser humano, não é somente com o próprio cadeirante que as pessoas tem descaso, mas com a pessoa que cuida deles também... Acho que alguns filhos devem pensar que somos mães máquinas, que fomos feitas somente pra cumprir nossas funções e ao que se refere ao que passamos e sentimos, fica completamente ignorado pela família... Eu pelo menos sinto isso, não pelo Douglas, o meu filho caçula, porque ele reconhece o que eu faço, pra ele eu sei que sou importante e isso é um alento pro meu coração, ele me trata com respeito, com carinho, temos uma convivência muito boa de mãe e filho, conversamos muito e sobre qualquer assunto e mesmo assim, me sinto triste, porque eu queria que ele tivesse uma vida melhor, que aproveitasse mais a vida, que ele pudesse fazer as coisas que tem vontade e não pode...

As vezes são coisas tão simples que alegram a vida de uma pessoa com deficiência, assim como, um convite pra sair, pra ir numa pizzaria, num cinema. ir almoçar fora... Isso demonstra carinho, principalmente por quem é da família, isso faz um bem enorme pra aqueles que vivem em casa e não caminham... Digo isso, pela alegria do meu filho quando as vezes, o irmão dele o convida pra sair, fica que é só sorriso.... rsrs

** Felizes, são aquelas pessoas com deficiência que nascem numa família amorosa, que tem pais que se unem pra fazerem tudo o que podem pelos filhos, que tem parentes presentes, que não os deixam de lado, que olham pras pessoas com deficiência com carinho, sem sentir pena, sem ignorar suas necessidades e nunca enxergam elas, como um problema, mas sim, como uma pessoa especial que Deus colocou em nossas vidas pra amarmos e cuidarmos com carinho. Pena que nem todos achem o mesmo! E isso realmente machuca a gente por dentro! 

Assim me despeço de todos, deixando esse meu desabafo como mãe, ok!
Abraços... Com muito carinho...

Preta Simone

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